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Ministro japonês afirma que o Japão precisa de imigrantes para aumentar a população

Taro Kono afirmou que se o Japão não começar a mudar logo, perderá toda a mão-de-obra estrangeira para a China

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O Japão deve elaborar uma política de imigração "integrada" para lidar com a diminuição da população, ou corre o risco de perder a concorrência para China, que também está com uma população envelhecendo cada vez mais, e vai atrair muita mão-de-obra estrangeira, afirmou o ministro da Reforma Administrativa, Taro Kono.

O primeiro-ministro Shinzo Abe tem mantido como prioridade aumentar a taxa de natalidade, que chegou a níveis mínimos, e quer focar em trazer mais mulheres e pessoas de idade avançada para o mercado de trabalho, em vez de trazer imigrantes para preencher as vagas de trabalho, um tema controverso em uma sociedade onde muitos se orgulham da homogeneidade cultural e étnica.

Previsões baseadas em tendências atuais esperam que a população chegue a cair abaixo dos 100 milhões em 2048 e para cerca de 87 milhões até 2060, quando 40% das pessoas terão 65 anos ou mais. Abe quer manter os números em torno dos 100 milhões em 2060, um quinto abaixo dos níveis atuais.
"Mesmo que a taxa de natalidade aumente em passe de mágica até amanhã, levaria pelo menos 20 anos para esses bebês crescerem, ou seja, precisamos agir agora para melhorar o mercado de trabalho", afirmou Taro Kono, nomeado em outubro, em uma entrevista à Reuters.

"As pessoas falam sobre aumentar a participação das mulheres e pessoas com mais idade no mercado de trabalho... Claro que precisamos dos dois, mas mesmo assim, não será suficiente", acrescentou Kono, conhecido antes de entrar para o gabinete por criticar algumas políticas governamentais.
Kono disse que devido às "barreiras psicológicas" à imigração entre o público japonês, o debate político levaria tempo.

Mas, a não ser que o Japão comece a resolver o problema já, ele vai perder a mão-de-obra para a China, e a população diminuirá cada vez mais.

O Banco Mundial afirmou em um relatório nesta semana que a Ásia Oriental estava envelhecendo mais rápido do que qualquer outra região.

"Será que estamos competitivos o suficiente para atrair bons trabalhadores estrangeiros para este país? Tenho alguma dúvida sobre isso" afirmou Kono.
"Pense na China. Eles irão em breve começar a envelhecer mais e precisarão de um monte de trabalhadores para cuidar da população envelhecida e vão começar a atrair todos os trabalhadores estrangeiros, e em seguida, teremos uma concorrência feroz."

Kono disse que o governo estava dando alguns passos para abrir a trabalhadores estrangeiros em setores como a construção, enfermagem e ajuda doméstica, mas era necessária uma política generalizada.
"Nós provavelmente precisaremos de algum tipo de política integrada no futuro. Isso é o que eu chamo de política de imigração ou política de trabalhadores estrangeiros - integrada, não apenas peça por peça", disse ele.
Foto: Thomas Peter/Reuters
Taro Kono, ministro da Reforma Administrativa do Japão



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